quarta-feira, abril 05, 2006

Vida

Surge-me a questão do que será isto a que chamamos vida? Eu digo que é apenas a reprodução de forma a criar subsistência da raça humana neste mundo. Parece uma tarefa simples, mas cada vez mais complicada, já que existe uma tendência humana para tornar difícil o fácil.

Muitas vezes penso na minha vida e como esta será até à morte, ninguém consegue prever tal situação.

Posso dizer que tenho uma vida fácil, mas insisto em complicá-la, será uma paradigma mas procuro a minha felicidade no meu sofrimento! Por vezes desejo o impossível, outras vezes tenho dúvidas se quero mesmo o que já tenho, mas pior ainda é quando surgem dúvidas quanto ao caminho a percorrer e me perco num vale, do qual só conseguirei sair se tiver a noção da minha utopia e lutar por ela.

Como em todos nós, também em mim, surgem pensamentos de que sou ímpar neste mundo, verdade, mas essa singularidade que existe em mim tem tendência a esconder-se a cada dia que passa. O monstro a que chamamos sociedade, obriga-nos a comportamentos estereotipados, de forma a controlar os nossos movimentos e até pensamentos, por isso mesmo parecemos fantoches, já que os nossos comportamentos vão de encontro aquilo que a sociedade de nós espera.

Contudo, posso resumir toda esta situação numa palavra, destino, bastando para isso imaginar o que seria de mim e o que teria acontecido se não tivesse estado em determinado local em determinado momento, se não tivesse feito isto ou aquilo, por vezes basta segundos para mudar uma vida, parece que nada é por acaso e se juntar tudo isso verifico que existe uma “força exterior” que me impele a fazer determinadas coisas.

Desta forma, nada é por acaso, temos de imaginar um mapa no qual nos são dadas pistas para “escolhermos” o nosso caminho, se bem que nunca vamos conseguir fugir ao destino. Como diria Cervantes: “até à morte tudo é vida”.

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