segunda-feira, abril 10, 2006

Prisioneiro dos meus sonhos

"Não sei se o vento te levou o recado;
o sol te envolveu com o calor do meu abraço
ou a lua falou do amor,
daquele amor que ainda guardo...
Reclamo-te nos horizontes em que, em vão, te busco.
Caminhos falam de desencontro.
O mar chora o argonauta que se afastou do cais...
Muitas pontes. Rios.
Nenhuma travessia...
Triste paisagem.
Apelos transcendentais não são ouvidos...
Telepatia não responde.
Como mandar-te uma mensagem? Em verso?
E o reverso?
Como falar-te? Difícil encontrar-te...

... e fico assim, sem saber-te,
a sonhar-te...

Insensato sentimento...
Tornei-me prisioneiro dos meus sonhos,
Unica e verdadeira maneira de te ter..."

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