Por vezes não é fácil
Posso jurar que um dia os meus olhos já brilharam de alegria. Não foi quando o meu filho nasceu. Não, ainda não fui pai. Neste dia a dor física, e a emocional, castigaram-me tanto que eu já nem sabia se ainda queria continuar. Mas quando me segurei, pela primeira vez, com toda a força, meus braços. Quando eu finalmente compreendi, que daquele dia em diante, eu não estava mais só. Dia este, e em cada dia que se segue desde então, todas as vezes que os meus olhos se fecham na intenção de uma lágrima, eu lembro. Não, eu não estou mais só.E bem que podia ficar por aqui. Mas raios me partam que nunca sei ficar. Tenho ainda a teima excessiva de marrar contra o destino quando o mesmo me desdita, porque da consciência granítica é que nasce a tranquilidade de todos os sonhos.
Tinha a certeza que sonhara aquele sonho na véspera ou na antevéspera.

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