quarta-feira, novembro 22, 2006

Por vezes não é fácil

Posso jurar que um dia os meus olhos já brilharam de alegria. Não foi quando o meu filho nasceu. Não, ainda não fui pai. Neste dia a dor física, e a emocional, castigaram-me tanto que eu já nem sabia se ainda queria continuar. Mas quando me segurei, pela primeira vez, com toda a força, meus braços. Quando eu finalmente compreendi, que daquele dia em diante, eu não estava mais só. Dia este, e em cada dia que se segue desde então, todas as vezes que os meus olhos se fecham na intenção de uma lágrima, eu lembro. Não, eu não estou mais só.
E bem que podia ficar por aqui. Mas raios me partam que nunca sei ficar. Tenho ainda a teima excessiva de marrar contra o destino quando o mesmo me desdita, porque da consciência granítica é que nasce a tranquilidade de todos os sonhos.
Tinha a certeza que sonhara aquele sonho na véspera ou na antevéspera.